segunda-feira, 5 de julho de 2010

Consciência - Diretor do DMAE defende privatização do saneamento

Sempre que o SINDIÁGUA alerta aos colegas de toda a Corsan que não basta ficar atento ao que acontece em cada município, no tocante ao processo de privatização da água, de terceirizações e quarteirizações, há uma razão forte e objetiva para isso. Evidentemente que nos cabe fiscalizar e lutar pela manutenção dos contratos de programa no município em que vivemos e trabalhos, mas é preciso entender que por trás de cada tentativa deste ou daquele prefeito, há uma mesma lógica privatista, agindo a partir dos mais altos escalões do atual governo gaúcho. 

Gestão Fogaça-Fortunati
Mais do que isso: a gestão Fogaça-Fortunati, na Prefeitura de Porto Alegre, de braços dados com o governo Yeda, também vem trabalhando pela privatização do DMAE – o mais importante serviço de águas e esgoto do Rio Grande do Sul, depois da Corsan, e um dos mais conceituados do país.

Uma comprovação recente disso veio de uma declaração do atual diretor do DMAE, Décio Presser, no dia 28 de junho, em frente aos funcionários deste Departamento Municipal da capital gaúcha. Entre outras “jóias” do pensamento neoliberal e privatista, Presser afirmou: “O servidor da empresa terceirizada trabalha melhor que o servidor concursado”.

A declaração absurda do diretor foi um verdadeiro balde de água (não tratada) gelada na cabeça dos colegas que atuam no Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre. E é por isso que o Sindicato dos Municipários (Simpa) da Capital vem se mobilizando com mais intensidade nos últimos meses.

Você já viu esse filme
Veja aqui algumas das medidas tomadas pela direção do DMAE na gestão Fogaça-Fortunati, em relação aos colegas municipários – e lembre se você já não viu isso, praticamente igualzinho, na atual Gestão Corsan, sob o governo Yeda.

Cortou horas extras dos servidores da leitura; durante greve (em 2007) convocou o Batalhão de Choque da BM para espancar os trabalhadores; após a greve, perseguiu os funcionários que aderiram à paralisação, inclusive proibindo horas extras e cortando insalubridade, entre outras coisas; não liberou diretores para o Simpa e construiu um Plano de Carreira que retira vantagens dos trabalhadores, sem debater com a categoria.

Consciência na hora de votar
Por isso, não basta lutar pela manutenção da água pública em cada município: é preciso ter a mesma consciência na hora de eleger quem vai dirigir os destinos de todos os gaúchos e gaúchas pelos próximos quatro anos. E a melhor maneira é perceber quem fez o que, quando esteve em algum cargo executivo – caso de Fogaça na Prefeitura de Porto Alegre. Se eleito, ele vai reproduzir a mesma política que implantou no Dmae e que Yeda luta para concretizar no Estado.

No momento de votar para governador, em novembro próximo, pare e pense: quem é que efetivamente defende a água pública e os nossos empregos? E quem, no fundo, pretende mesmo é entregar patrimônio público e os serviços para as grandes empresas privadas?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

SINDIÁGUA recebe vereadores de São Borja em defesa da água pública


Na manhã desta quinta-feira, 01/07, o SINDIÁGUA recebeu a visita dos vereadores do Partido Progressista de São Borja, João Carlos Reolon e André Dubal Silva, que vieram colher mais subsídios junto à nossa entidade sobre os contratos de programa já firmados pela Corsan com outros municípios, como Santa Rosa e Passo Fundo. “Estes vereadores são nossos aliados em São Borja na defesa da água pública e especialmente na renovação do contrato de programa entre a Prefeitura e a companhia”, assinalou o presidente do Sindicato, Rui Porto, que recebeu os representantes municipais juntamente com o secretário geral Leandro Almeida.
 
Conjunto de informações
“Repassamos aos vereadores todo o conjunto de informações de que dispomos sobre os processos de privatização da água no mundo e aqui mesmo no estado, e ainda mostramos os bons resultados trazidos aos municípios pelos contratos já assinados com a Corsan”, disse Rui.
 
Ele destacou a intenção do prefeito de São Borja de abrir edital de licitação, visando entregar à iniciativa privada os serviços de saneamento naquele município. “Foi importante esta conversa, pois certamente os debates serão marcantes em São Borja”, entende o presidente do SINDIÁGUA.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Renovação de contratos - Audiência pública em Rio Grande nesta quinta, 24

Com a mudança de chefias em Rio Grande, já começa a haver mudança de atitude, pelo menos em relação à renovação de contrato: por iniciativa própria, a gestão Corsan está levando os vereadores e lideranças locais a conhecer os próprios da companhia, canal adutor, ETA, ETES, e outros, pois nesta quinta-feira, 24/06, haverá audiência pública para renovação do contrato com o município. O SINDIÁGUA apóia esta idéia, sugerindo que isso seja feito também em outras cidades problemáticas. 

Categoria em massa 
A diretoria regional do Sindicato já conversou com a nova gerência local para que a categoria se faça presente em massa nesta audiência - com familiares, vizinhos e outras pessoas que apóiem a Corsan em Rio Grande. Os serviços continuarão funcionando e o restante dos colegas assinará o ponto na Câmara de Vereadores, no dia 24. O diretor da Regional Sul do Sindicato, Geovane Teixeira, lembra que “são simplesmente os nossos empregos que estão em jogo – a presença de todos é fundamental”. 

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sindicatos e movimento popular contra privatização da água em Erechim



Na tarde de sexta-feira 18/06, o presidente Rui Porto e o secretário geral do SINDIÁGUA, Leandro Almeida, juntamente com o diretor regional do Sindicato, Vilmar Orso, estiveram reunidos com várias entidades sindicais e movimento popular de Erechim - Sindicato da Alimentação, Saúde, Metalúrgico, Vestuário, MAB. Na ocasião, foi entregue uma Carta ao Prefeito Polis, assinalando que o movimento sindical vai lutar contra a abertura de edital visando a concessão privada da água no município.

Movimento forte
Além de Rui, a questão também foi bem colocada pelo líder sindical Sílvio, do Sindicato da Alimentação, e por companheiros e companheiras do MAB. Ao que tudo indica, o prefeito não imaginava a grandiosidade do movimento, e se surpreendeu com a firmeza e o comprometimento dos trabalhadores na luta pela manutenção da ÁGUA PÚBLICA, não só em Erechim mas em todo o Estado.

Após o Ato, Rui Porto gravou um programa mantido pelo Sindicato da Alimentação na Rádio Erechim, que foi ao ar ontem, domingo, 20/06, das 8h às 08h30min. Abaixo, a Carta entregue ao prefeito de Erechim:


Carta ao Prefeito
MOVIMENTO SINDICAL URBANO E MOVIMENTOS SOCIAIS EM FAVOR DO SERVIÇO PÚBLICO E DA RENOVAÇÃO DO CONTRATO DE SANEAMENTO BÁSICO COM A CORSAN EM ERECHIM.


1 – Os movimentos Sindicais e Sociais de Erechim são radicalmente contra qualquertipo de privatização. Sempre lutamos contra a privatização do Banrisul, da CEF, do Banco do Brasil, da Petrobrás, das usinas hidroelétricas, da Vale do Rio Doce e várias outras estatais, e lutaremos para que isso não ocorra justamente com esse bem vital que é a água.

2 – Recentemente fizemos grande mobilização para trazer novas estatais à Erechim. E, com orgulho conquistamos a Universidade Federal e o Instituto Federal de Educação Tecnológica – IFET. Sabemos que ambas são de vital importância e trarão desenvolvimento para a cidade de Erechim e região.


3 – Entendemos que a palavra “Concessão” é sinônimo de Privatização. Isso já ocorreu com rodovias pedagiadas, ferrovias, setor de mineração e as usinas hidroelétricas que foram privatizadas através de concessão de longo prazo ao setor privado e, por consequência, foram danosas ao povo brasileiro, trazendo lucro apenas a alguns afortunados.

4 – Tradicionalmente, por meio de movimentos organizados, sempre lutamos contra aqueles que promovem as ditas privatizações e concessões de bens públicos à iniciativa privada que, por isso, são nossos adversários. Portanto, é nosso dever promover essa luta, no campo das idéias e da mobilização popular, a fim de evitar que o patrimônio público vá para a iniciativa privada.

5 – Manifestamo- nos claramente contrários à exploração da água pela iniciativa privada. Nesse sentido somos favoráveis e lutaremos para que a empresa pública Corsan continue prestando o serviço de abastecimento de água em Erechim.

6 – Entendemos, no entanto, que a Corsan deva garantir o abastecimento de água com qualidade, e de forma alguma, admitiremos que a população sofra com a falta de água em nosso município. Assim, exigimos da Corsan providências imediatas, entre as quais a transposição do Rio Cravo.

7 – Temos consciência de que o atual Governo Estadual, historicamente tem ideais privativistas, e mostra sérios problemas de gestão, e que de certa forma, podem induzir o
governo de Erechim à privatização. O que não se admite nem se justifica, de forma alguma, é entregar a nossa água à iniciativa privada ou privatizar a Corsan, que é de todos os gaúchos.

8 – Nós, Movimentos Sindicais e Sociais de Erechim, deixamos claro que somos favoráveis que o abastecimento de água em Erechim deva continuar com a Corsan, através de um Contrato de Gestão Associada com o município, a exemplo do que está ocorrendo nos municípios de Santa Rosa, Canoas, Bento Gonçalves, Passo Fundo, entre outros. No entanto, com a garantia expressa que, amparada pela Lei 11.445/07 (Lei do Saneamento), não tenhamos problemas futuros com o abastecimento de água e esgotamento sanitário em Erechim.

9 - Por fim, queremos que o Contrato de Programas garanta a participação da sociedade civil organizada, e através dessa ferramenta social e democrática, exigir o cumprimento do mesmo.


Pelos movimentos Sociais e Sindicais de Erechim: SINDIÁGUA, Sindicato da Alimentação, Sindi Metal, Sindi Comerciários, MAB, Sindicato do Vestuário e outros.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Chapa única no Sindicato revela confiança da categoria e amplia responsabilidade

O fato de apenas uma chapa – a da situação - ter se inscrito para disputar as Eleições no SINDIÁGUA, dentro do prazo que encerrou-se na quarta-feira, dia 16/06, sem dúvida é um motivo de satisfação da atual diretoria sindical, pois revela uma aprovação implícita da maioria da nossa categoria ao trabalho realizado. Mas, isso nos coloca com uma responsabilidade ainda maior sobre os ombros, pois há muitas demandas a serem enfrentadas.

Resultados inéditos
Esta situação traz alguns resultados inéditos, na história do SINDIÁGUA: pela primeira vez uma diretoria do Sindicato encerra sua gestão com a mesma composição que tomou posse três anos atrás (apenas a colega Vera Lucia Castro Alves, por problemas de saúde na família, teve que deixar a Secretaria de Relações de Gênero).

Também é a primeira vez em nossa entidade que existe uma única chapa inscrita. “Mas, haver só uma chapa não significa que teremos um processo eleitoral morno”, diz Rui Porto, presidente do SINDIÁGUA. “Vamos trabalhar e divulgar nossos projetos como se outras chapas existissem. É fundamental que cada companheiro e cada companheira vá lá, nos dias de votação – 05 e 06 de julho – e deposite seu voto na urna”.
A atual diretoria vê este resultado como uma renovação da confiança depositada nela em 2007.

Marco legal do saneamento
“Neste primeiro ano da nova gestão, deveremos atuar muito por conta da regulação do marco legal do saneamento, que deve ser regulado em breve, e na renovação dos contratos de concessão”, projeta o presidente.
Também a luta por melhores condições de trabalho aos colegas em todas as Unidades, e a contratação de novos trabalhadores para a Corsan estão entre as prioridades.
Prioritariamente, neste primeiro momento, é a luta contra demissões arbitrárias que estão ocorrendo nesta gestão da Corsan.

Investindo na formação
“Nos últimos dois anos da nova gestão”, diz o presidente do SINDIÁGUA, “pretendemos aprofundar muito o caráter formativo – político, administrativo e intelectual – dos nossos diretores, delegados e companheiros da base. Com isso, queremos nos preparar adequadamente para os grandes embates que teremos pela frente”.
Sobre os riscos e avanços da municipalização e privatização, Rui Porto garante que o SINDIÁGUA haverá de observar de perto, para que os contratos sejam efetivamente cumpridos, assim como pretende manter sua luta pelo uso correto dos recursos públicos destinados ao saneamento.

Visão mais ampla
“Estamos defendendo nossos empregos, mas também temos uma visão político relativa aos destinos da água, num mundo em que este bem natural cada vez mais é ambicionado por tantos, apenas visando ao lucro. A luta é grande, mas é isso apenas reforça nossa disposição”, conclui o presidente do SINDIÁGUA.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Intersindical de trabalhadores da Corsan faz primeira reunião do Acordo Coletivo


A primeira reunião das entidades da Intersindical para discutir os termos do Acordo Coletivo 2010-2011, após a abertura das jornadas de negociação, semana passada, aconteceu ontem, 14/06, na sede do SINDIÁGUA. Os representantes das demais entidades de trabalhadores da Corsan discutiram cerca de 30 cláusulas que a partir de agora passam a ser patrimônio de todos os sindicatos, pois nenhum dos líderes sindicais presentes apresentou qualquer alteração.
 
Indignação com demissões
“Também devemos destacar a indignação do SINDIÁGUA e dos demais sindicatos com as recentes demissões injustificadas de trabalhadores, sem qualquer razão profissional e que não tinham um histórico de penalidades em sua carreira na empresa”, afirmou o presidente do Sindicato, Rui Porto.
 
Próxima reunião do Acordo
A próxima jornada de negociação do Acordo acontecerá na Sede da companhia, na tarde de segunda-feira, dia 21.

Renovação de contrato - Delegado sindical entrega propostas à Prefeitura de Cachoeira


No dia de hoje, 16/06, o delegado sindical do SINDIÁGUA, Sergio Ricardo Krug Melo (foto ao lado), entregou documento com uma série de propostas à assessoria do prefeito de Cachoeira do Sul, como contribuição dos trabalhadores ao debate para a renovação do contrato com a Corsan.

Fundo Municipal
Para o Sindicato, é fundamental que seja criado um Fundo Municipal de Saneamento, com controle social e real participação popular, além das demais exigências da Lei 11.445/07.