sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Decisão da Corsan inviabiliza Encontro de Mulheres

O “espírito da coisa”
A Corsan, em resposta ao pedido do SINDIÁGUA com referência a facilitar a presença das mulheres ao Encontro que deveria se realizar nos dias 05 e 06  de março em Porto Alegre, foi desrespeitosa com todas as mulheres que trabalham na empresa: liberou apenas duas colegas por cada região operacional. Com isso, na prática inviabilizou a realização do Encontro. (A Conferência dos Representantes Sindicais acontecerá sem alteração nos dias 03, 04 e 05 de março).
A atual direção da empresa parece que não sabe que o Encontro de Mulheres já é uma atividade no calendário das trabalhadoras, servindo inclusive como instrumento para melhorar a presença da mulher no mundo do trabalho.
Não entendeu o "espírito da coisa", como se diz no cotidiano.

Isolamento da mulher faz bem!
Uma empresa que gasta milhões em atividades “de qualidade”, quando se vê de frente com uma atividade integradora das pessoas, neste espaço – o trabalho - que às vezes é repleto de contradições, dá as costas para suas funcionárias.
Uma atividade patrocinada pelos trabalhadores em conjunto, para organizar as trabalhadoras em seu local, coloca em xeque toda a meia-vontade de ser uma empresa que, a rigor, deveria primar pelo bem estar de suas funcionárias.
Deduz-se disso que, para a Companhia, o melhor remédio é o isolamento da mulher, somada à sua não integração com os demais colegas, para não virem a saber o que ocorre por estas unidades de saneamento por aí a fora.

Liberação não atende às necessidades
A liberação de somente duas colegas por cada região operacional, frustra não só a expectativa das trabalhadoras, como também dá um golpe na relação que a Corsan diz ter com seus funcionários.
Não é difícil se fazer uma ilação e mostrar a tendência da empresa de desrespeitar as agremiações representativas dos trabalhadores nesta gestão.
Pensa pequeno o grande grupo de diretores que há nesta Corsan. Não é de admirar que estejam se vingando nas trabalhadoras pela “ingovernabilidade” estadual existente, que tem uma mulher no comando.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sindicalismo - Em março, Conferência de Trabalho discute nova campanha salarial e saneamento

Os delegados sindicais e a Comissão de Mulheres do SINDIÁGUA estão sendo convocados para a 3ª Conferência de Trabalho do Conselho Estadual de Representantes Sindicais, que acontece nos próximos dias 03, 04 e 05 de março. Vários temas de interesse de toda a categoria, incluindo os rumos da próxima campanha de Acordo Coletivo, serão debatidos na Conferência, que acontece no Ritter Hotel, em Porto Alegre. O evento faz parte das ações da Secretaria de Formação do SINDIÁGUA.

O presidente do Sindicato, Rui Porto, lembra que “pelo terceiro ano consecutivo, nesta gestão sindical, trazemos à Capital os colegas representantes regionais, para fazer este debate com os mais diversos segmentos da sociedade gaúcha”.

Saneamento Ambiental
No dia 05, sexta-feira, serão realizadas mesas de debate para o qual estão convidados deputados estaduais de todos os partidos, além de lideranças sindicais. O tema será “Qual Saneamento Ambiental para o RS?”. Na parte da manhã, as análises e propostas para a questão serão elaboradas por representantes dos partidos políticos. À tarde, o mesmo assunto será debatido, analisado e receberá propostas do ponto de vista dos trabalhadores.

Encontro de Mulheres
Nos dias 05 e 06, também no Ritter Hotel, acontecerá o Encontro de Mulheres do Sindicato, que tem como tema de debate “Juntos pela construção da sustentabilidade ambiental”.

Local da 3ª Conferência
Ritter Hotel – Porto Alegre (Largo Júlio Veppo, 55, Centro, Porto Alegre – em frente à Estação Rodoviária).
Início: 03/03 (quarta-feira) às 8h.
Término: 05/03 (sexta-feira) às 18h.

HOSPEDAGEM - IMPORTANTE: O SINDIÁGUA solicita a confirmação de hospedagem, junto às respectivas Regionais, até esta sexta-feira  dia 19/02.

Outras informações: Nos próximos boletins do Sindicato, na próxima semana, estaremos divulgando com mais detalhes a programação da Conferência, dia a dia.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Resultados na Ascorsan e Astaers refletem aumento de consciência da categoria


Os resultados das recentes eleições em duas das entidades da categoria – a Astaers e a Ascorsan – não podem ser vistos de maneira isolada. Para o presidente do SINDIÁGUA, Rui Porto, os dois pleitos, com vitórias de chapas comprometidas em levar adiante (na Ascorsan) ou iniciar (na Astaers) processos de renovação e saneamento moral e financeiro interno, não aconteceram por acaso. “Eles demonstram que a categoria decidiu claramente retomar as rédeas de suas entidades”, diz ele. E chama a atenção para a semelhança dos resultados – na ordem de três votos por um a favor das chapas que buscam aprofundar as mudanças.

Ascorsan
No caso da Associação dos Servidores da Corsan, a reeleição da chapa encabeçada por Atalante Corrêa e Silva demonstra que a maioria dos colegas dá um voto de confiança na evolução das mudanças, que começaram a ser implantadas no início de 2008, com esta diretoria. “Os colegas apostaram no avanço deste ciclo, em favor de uma associação com gestão mais transparente, com as contas em dia e atendimento indiscriminado e igualitário para todos os associados”, afirma Rui Porto. “Os colegas da direção da Ascorsan estão sinceramente empenhados em resgatar para a categoria os altos valores que eram canalizados, até recentemente, para os amigos do grupo que gerenciava a Associação”.

Envolvimento e participação
No entender do presidente do SINDIÁGUA, a apuração dos votos na última sexta-feira, dia 08 de janeiro, reafirma com muita solidez o propósito da categoria de retomar efetivamente sua entidade. “As pessoas se deram conta que é possível modificar situações a partir de seu envolvimento e de sua participação efetiva, o que traz reflexos positivos no seu dia a dia, em termos práticos”, lembrou.  

Astaers
Em relação aos resultados obtidos na Astaers - que agora elegeu o secretário-geral do SINDIÁGUA, Leandro Almeida, como novo presidente -, Rui Porto observa que lá esta virada foi uma verdadeira novidade: “Até agora os ventos da mudança não haviam batido por lá”, disse. “Mas a repercussão é enorme, pois a atividades dos colegas do Tratamento é de importância fundamental para a Corsan - e mais ainda para a saúde da população gaúcha”, diz. Segundo Rui Porto, os colegas deste setor estavam acostumados a irem de casa para o trabalho, na solidão das estações de tratamento, sem maior envolvimento com os assuntos da categoria. “Porém, eles resolveram acreditar na mudança da entidade num momento muito importante e crucial para a empresa, pois a renovação ou não dos contratos de gestão com os municípios vai implicar na própria sobrevivência da companhia como empresa pública”.

Conscientização 
O presidente do SINDIÁGUA afirma ter ficado muito feliz com os dois resultados, que apontam para o crescimento do nível de consciência da categoria como um todo. “É preciso lembrar que as coisas não acontecem de modo isolado, pois vejo com satisfação que vários desses novos dirigentes na Ascorsan e Astaers já vinham há muito batalhando em suas comunidades, em audiências públicas na câmaras de vereadores e com prefeitos, no sentido de garantir a continuidade das operações da Corsan em seus municípios”. Por fim, vale lembrar que se não fosse o grande mutirão que derrubou a antiga diretoria do SINDIÁGUA, nas eleições de 2007, talvez a situação estivesse muito pior, com os nossos empregos ainda mais ameaçados, pois a mesma turma que se locupletava no caixa do Sindicato fazia o mesmo em várias outras entidades de trabalhadores da Corsan, sem qualquer política em favor da continuidade da companhia ou do saneamento público.
“Hoje é inegável que houve um avanço na consciência de toda a categoria. Os resultados destas eleições recentes, só confirmam isso”, conclui o presidente do Sindicato.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um ótimo 2010 a todos!

E que cada um faça sua parte por um estado e um mundo melhores

Um dos principais fatos a marcar este final de 2009 foi a Conferência Mundial sobre o Clima, realizada em Copenhague, Noruega, neste mês de dezembro. Apesar dos resultados práticos terem sido tímidos, muitos analistas consideram que o evento teve a virtude maior de colocar sob os holofotes da mídia mundial o tema do desequilíbrio ambiental e o aquecimento planetário. Agora não há mais como negar a gravidade da situação que o próprio ser humano criou, degradando ares, solo e as águas do nosso planeta – que dá sinais, às vezes violentos, de que não agüenta mais o ritmo da destruição.

Para nós, que trabalhamos exatamente com a água, uma das principais riquezas naturais, indispensável para garantir a vida sobre a Terra, esta questão é de fundamental importância. Talvez não pareça, mas o desperdício de água, o saneamento ambiental que não é feito, a má qualidade do trabalho realizado por terceirizadas ou em conseqüência do sucateamento das estruturas da Corsan e da falta de materiais e condições de trabalho, não lesam apenas o direito do consumidor e o bolso de todos nós, contribuintes. Tudo isto também gera danos ao meio ambiente.

Por essas e outras, neste Natal, nós do SINDIÁGUA desejamos à toda a categoria uma data de muita festa, muita alegria e confraternização com amigos e familiares.

Mas que também brilhe a luz da consciência sobre todos os homens e mulheres que formam a sociedade gaúcha. E que cada um de nós compreenda a dimensão da sua responsabilidade por um mundo mais equilibrado e melhor para todos – seres humanos e natureza. Entendendo que cada um pode fazer a diferença, em sua casa, em seu local de trabalho, na hora de votar em seus representantes e no exemplo que damos a nossos filhos.

São os votos sinceros do SINDIÁGUA neste Natal 2009 e Ano Novo!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Meio Ambiente - Palestra na Assembléia Legislativa discute ameaça aos recursos hídricos no pampa gaúcho


Um evento em defesa do meio ambiente do Rio Grande do Sul, com o apoio do SINDIÁGUA, vai acontecer às 19h desta quinta-feira, 17/12, no Plenarinho da Assembléia Legislativa/RS. O jornalista uruguaio Victor Baccheta, autor do livro “A fraude da celulose”, irá palestrar sobre “Impactos sócio-econômicos e ambientais da silvicultura para celulose no Cone Sul”. Na seqüência, o professor Valério Pillar, do Centro de Ecologia da UFRGS, irá falar sobre “Ameaças da monocultura arbórea à biodiversidade do Bioma Pampa”. A verdade é que o avanço das empresas de celulosa por toda a região sul da América Latina, ameaça inclusive o pampa gaúcho, na Metade Sul do estado, depois que a governadora Yeda Crusius “flexibilizou” a legislação ambiental para acolher o plantio sem limites de pinus e eucaliptos. (Na foto ao lado, população protesta contra ação de papeleiras, em cidade uruguaia).

Ameaça aos recursos hídricos
Seguindo o exemplo do Uruguai, que vem sofrendo desertificação e êxodo rural em função do avanço destes plantios, o RS no atual governo também busca o chamado “desenvolvimento a qualquer custo”. A insistência uruguaia em apostar nessa entrega de imensas áreas rurais do pampa para as grandes multinacionais da celulose, causou um grande conflito com a Argentina, ainda não resolvido.

Os especialistas confirmam que estas monoculturas secam as reservas hídricas das regiões (ao lado, foto de poço seco, em plantação de eucaliptos no pampa uruguaio), com isso provocando o abandono dos agricultores de suas terras e, a partir da destruição das vegetações nativas, causam o surgimento de pragas naturais, como acontece no Uruguai.  Além, disso, este é um dos setores industriais que mais poluem, menos empregos geram e mais área ocupam.

O livro
O livro do jornalista uruguaio foi traduzido pelo geógrafo gaúcho Renzo Bassanetti e posteriormente alguns exemplares estarão à disposição para consulta da categoria na sede do SINDIÁGUA.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sindicato propõe medidas para aumentar segurança nos locais de trabalho


Não é de hoje, que a segurança ou insegurança nas dependências da Corsan vem preocupando duplamente os trabalhadores da companhia. Por um lado, o viés do patrimônio público sendo depredado, roubado cotidianamente, patrimônio pelo qual elamos, pois é necessário para nossas atividades laborais, e a cada dia que chegamos para trabalhar, não sabemos se este material estará lá ou não. Sabemos também que muitas vezes sequer é feita a Ocorrência policial, importante para que as autoridades competentes possam fazer seu trabalho. Outras vezes são os bens dos próprios funcionários que estão sendo roubados, e depois dos ladrões perceberem que na Corsan “não dá nada”, não é fácil mudar este paradigma.

Risco aos trabalhadores
A segunda preocupação é mais importante ainda, pois diz respeito à saúde e segurança do trabalhador. Muitas vezes temos o trabalhador do Tratamento, dentro de uma ETA ou ETE, afastado de qualquer tipo de socorro, a mercê de bandidos ou vândalos, e o caso se agrava mais quando trata-se das colegas que iniciam ou terminam sua jornada de trabalho na madrugada, conforme escala de serviço. Sabemos que estas colegas querem trabalhar de igual para igual com qualquer colega, não ensejam tratamento diferenciado, mas a questão da segurança se agrava quando temos uma colega só, dentro de uma instalação. A mesma analogia vale para poços, recalques, USs, coordenadorias, etc.

Sugestões
Por tudo isso - os bens próprios da companhia, os bens particulares dos colegas, a saúde e a segurança dos funcionários - é que o SINDIÁGUA vem a partir de agora desencadear algumas iniciativas que busquem a solução destes problemas, da seguinte maneira:
· Recolhimento de informações, através dos trabalhadores para o Sindicato, por meio de relatos, fotos, vídeos, etc, mostrando o que pode e deve ser mudado, desde telas de arame em más condições, capim alto, janelas quebradas ou que não fecham, enfim tudo que influencia no aumento do risco em seu local de trabalho;
· Análise prévia dos materiais, pelo Sindicato e demais entidades que quiserem somar no processo;
· Encaminhamento das conclusões aos órgãos competentes;
· Acompanhamento das proposições recebidas da Corsan por órgãos competentes.


Fiscalização constante
Com a chegada do processo a este patamar, a ação será contínua, sendo necessária uma fiscalização constante realizada pelo Sindicato e os próprios funcionários.
Desde já convidamos a Corsan a participar desta caminhada, buscando a construção de um local de trabalho seguro e coerente com a grandeza desta companhia. Contamos com a colaboração de todos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Abandono - Precarização e falta de condições de trabalho em Butiá, Minas do Leão e Arroio dos Ratos

Na tarde da quarta-feira, 09/12, a diretora da regional Carbonífera/Porto Alegre do SINDIÁGUA, Eloísa Quines, esteve visitando as unidades da Corsan em Butiá, Minas do Leão (vinculada) e Arroio dos Ratos, e constatou o verdadeiro quadro de abandono em que trabalham os colegas da região. “Os colegas nos mostraram a total precarização das condições de trabalho”, relata a diretora sindical. “Por mais que se esforcem, não conseguem dar conta, pois além de faltar material de manutenção para o dia a dia, os próprios da Corsan estão abandonados”.

O reservatório da ETA de Butiá está tapado precariamente com madeira de divisórias, afundando sobre a água tratada. Os trabalhadores revelaram que quando as escolas pedem para fazer visitas de alunos, eles ficam constrangidos de mostrar as condições do local onde a água da cidade é tratada.



Barragem precária

Em Minas do Leão, na barragem em que é feita a captação da água, um pedaço da barreira cedeu e a Corsan se omitiu, tendo os próprios colegas do local, além de suas obrigações diárias, de fazer um conserto precário, com sacos de areia e brita. E mais: com a destruição das matas ciliares, há um problema grave de assoreamento no local de captação. “Há duas bombas lá, mas uma sempre estragada”, contou um colega à diretora do SINDIÁGUA. “Quando a outra bomba estraga, o tratamento de água fica suspenso até que os montadores consigam catar peças para o conserto”.


Risco de vida
E tem ainda o risco de vida, pois quando o equipamento estraga, o técnico da ETA precisa ir nadando ao local para retirar a bomba. Por causa da falta de manutenção, a companhia gasta com serviço terceirizado para retirar a areia do manancial. Também o sistema elétrico – embora feito recentemente, por terceirizada – está com a fiação exposta, trazendo perigo aos trabalhadores.


Em Arroio dos Ratos, a conservação dos próprios da Corsan está um pouco melhor, pois além de realizarem suas atividades profissionais, são os próprios colegas que fazem pintura, cortam grama, etc. Mesmo assim, sofrem com a falta de equipamento para realizar suas funções, tendo que “enjambrar” maneiras de solucionar problemas.

Preocupação com os contratos
Em Butiá e Arroio dos Ratos, a diretora ouviu muitas frases de preocupação dos colegas com a renovação dos contratos de gestão. “Mas também escutei frases de solidariedade com o pessoal de outras regiões e sobre a questão de Uruguaiana, que ficou uma referência do risco que a companhia está sofrendo, se os investimentos necessários a um bom trabalho da Corsan não forem realizados”, concluiu a diretora Eloísa Quines.